Avichay Cohen explica como avançar com a inovação nas empresas

Sumário

A ascensão da tecnologia no mercado impõe a necessidade de empresas estabelecidas investirem na transformação digital. Como consequência disso, também torna-se imprescindível investir em inovação nas empresas. 

Trata-se de uma regra de mercado, não de uma alternativa. Isso porque a inovação nas empresas é um elemento de sobrevivência nos dias de hoje. É por meio dela que a organização vai poder pensar em longevidade e competitividade.


O conceito de inovação nas empresas

“Quando uma empresa se torna inovadora, ela passa a ser participante da estratégia e da cultura, não mais pertencente a um departamento e sim a algo que permeia a organização por inteiro.”

Avichay Cohen.

Avichay Cohen é co-fundador e sócio global da Duco, uma empresa de design de ecossistemas de inovação que possibilita a implementação de projetos inovadores. A Duco é a única empresa em Israel e parte de um grupo muito pequeno de empresas de consultoria no mundo, que possui conhecimento organizacional “clássico” e uma experiência real de mais de 10 anos no campo do empreendedorismo, que inclui o estabelecimento de aceleradores, treinamento, programas motivadores e execução de projetos inovadores.

Em um webinar produzido em parceria com a Semente, Cohen explica por que a inovação nas empresas é mais um conceito do que uma simples ação. “Talvez seja algo pelo qual você possa se esforçar. É um objetivo, mas não é ação, a ação da inovação. Se você me perguntar, claro, há muitas opiniões diferentes. Quando alguém vê uma necessidade não atendida e vê algo que pode ser melhor, alguém faz algo sobre isso? Ele é um intraempreendedor. Pode ser alguém que pinta iPhones ou alguém que vê um pedaço de lixo no chão, pega e coloca na lixeira. Ele pode ser proativo, ele viu um problema e consertou”, definiu.

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Como alcançar a inovação?

Depois de compreender a necessidade de investimento em inovação nas empresas, inclusive na sua própria, é necessário buscar um trajeto. Não há fórmula mágica, nem um processo automático. A organização vai precisar descobrir suas dores sentindo cada uma delas. É uma jornada muito particular, porém com a estratégia e a execução corretas é possível alcançar o resultado esperado.

“Você pode colocar inovação externa na forma de startups ou pode ter inovação interna na forma de projetos inovadores de trabalhadores. A essência da coisa é o que você quer alcançar”, sinalizou Cohen.


inovação nas empresas

Transformação de processos

Após organizar as estruturas para receber a inovação nas empresas, é hora de trabalhar e transformar os processos. Sem bloqueios, hierarquias ou burocracias. A inovação na empresa, enfim, chegou.

“Eu acho que o maior desafio é convencer a administração disso, uma operação comercial significa que precisa ser orçada. A pior coisa que o Gerente de Inovação pode fazer é ir para a direção toda vez que há uma ideia e perguntar: ‘posso conseguir algum dinheiro para isso?’ O primeiro desafio é obter um orçamento anual, que o Gerente de Inovação possa usar como quiser, para que possa fazer muitos experimentos sem ficar às ordens da alta direção”, disse.

A ação pode provar que algumas premissas estavam parcial ou totalmente equivocadas. Porém, isso já está setado para gerar dados na sua validação, e conseguir pivotar para qualquer mudança de percurso, assim como uma startup faz. 

Por isso, não se deve mascarar as falhas, e sim aprender com elas. Além de seguir as premissas de mitigação de risco para falhar rápido e barato, até que as premissas comecem a se confirmar. 

“Se você não for inovador em sua própria empresa, você vai acabar como a Kodak, vai perder tudo para uma empresa de 13 funcionários chamada Instagram. Vai destruir você, você vai acabar como a Blockbuster, a Netflix vai levar o mercado de vídeo. Todas essas coisas são as histórias que eles nos dizem para lutar, nos mostram como gigantes, enormes empresas fizeram uma curva errada e onde você pode fazer algo melhor se você aprender com seus erros, mas eles nunca falam sobre o que foi o The Wrong Turn por exemplo”, contou Cohen.

Um negócio que ainda não possui métricas e indicadores de inovação nas empresas usa conhecimentos dos métodos Lean e ágil para criar testes e utilizar a validação científica. O objetivo é confrontar as informações com as premissas levantadas na etapa de organização e, se necessário calibrá-las, até que, em menor tempo, se tenham os resultados satisfatórios esperados.

organizações do futuro


Considerações finais

E depois disso, o que fazer? Se bem sucedidas em suas ações de inovação na empresa, tendem a subir o nível de expectativas sobre seus resultados, e esperam conseguir superar o resultado anterior, o que exige uma análise cuidadosa do que já foi feito, o que foi alcançado e como.

Já as experiências mal sucedidas seguem uma tendência de comportamento mais pessimista e resguardada sobre os resultados possíveis de se alcançar com a inovação nas empresas. Necessitam ser convencidas de não desistir e de serem mais analíticas e disciplinadas sobre o alinhamento de expectativas e os resultados entregues.

“A Kodak foi uma empresa muito inovadora. A Kodak fez a primeira câmera digital. A Kodak realmente fez o primeiro uso comercial digital de câmera. Eles tinham sido a empresa mais inovadora quando se tratava de fotografia. Eles deixaram a tecnologia. Eles não falharam porque não inovaram. Eles falharam porque estavam com muito medo de inovar o modelo de negócio”, explicou.

Quando uma empresa se torna inovadora, ela passa a ser assunto de primeira grandeza, participante da estratégia e da cultura, não mais pertencente a um departamento e sim a algo que permeia a organização por inteiro.

Avichay Cohen foi nosso convidado em um episódio de webinar com foco em Corporate Innovation.



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Semente Negócios

Semente Negócios

A Semente é uma empresa de educação empreendedora que aposta na inovação como ferramenta para a geração de prosperidade, desenhando e executando projetos customizados em três frentes: Programas de Empreendedorismo e Aceleração; Projetos de Inovação Corporativa; e Programas de Desenvolvimento Territorial. Em 10 anos promovendo prosperidade por meio da inovação, a Semente já atuou no Brasil e outros nove países apoiando mais de duas mil empresas tais como Vale, Natura, Mercur, Sebrae, Senac, Vivo, BB Seguros, entre outros.

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