Modelo de negócio: o que é e como montar o seu

Sumário

Se você está tentando inovar, provavelmente já se pegou com dificuldades em encontrar dados para desenhar um plano de negócios, ou então, encheu um Canvas de post-its e guardou na gaveta, certo?
Neste artigo falaremos sobre quando a modelagem de negócios é indicada e quais são os próximos passos após a montagem do seu Canvas. Iremos abordar um pouco sobre o que é um modelo de negócio, as diferenças entre negócios tradicionais e inovadores e como testar e validar hipóteses durante o processo de modelagem.

startup maker

O que é um modelo de negócio?

Segundo Alexander Osterwalder no livro Business Model Generation, um modelo de negócio descreve como uma organização cria, entrega e captura valor. OK! Mas o que isso quer dizer?
Criação de valor
Benefícios que serão entregues pelo produto ou serviço que você está se propondo a entregar.
Entrega de valor
Meios pelos quais você irá distribuir esse valor para seus clientes.
Captura de valor
Formas pelas quais você imagina monetizar a sua solução e gerar dinheiro através da entrega do valor criado.

E quando devo optar por utilizar a modelagem de negócios?

Isso vai depender muito do tipo de negócio que estiver se propondo a iniciar e quais os principais desafios que esse negócio enfrentará. Podemos aqui fazer uma simples divisão entre negócios tradicionais e negócios inovadores.
Negócios tradicionais são aqueles que já existem no mercado e não enfrentam muitas dúvidas sobre quem é o público, como capturá-lo e qual o preço médio de determinado produto ou serviço. A maior parte dos dados está à disposição!
Enquanto isso, negócios inovadores trabalham com uma incerteza muito grande, onde os dados são muito praticamente inexistentes e fazem com que, em um momento inicial, tudo o que se imagina sobre esse futuro negócio seja algo hipotético.

O público é uma hipótese, a proposta de valor é uma hipótese, a forma de capturar valor é uma hipótese, o valor a ser cobrado é uma hipótese e a demanda em si também é uma hipótese.

Por isso, é extremamente importante que o empreendedor crie uma mentalidade de teste e validação de hipótese para desenvolver seu negócio inovador.
Para criar um bom experimento de testes é preciso definir claramente alguns pontos: hipótese a ser testada, teste, métrica e meta.
Hipótese – Uma hipótese é sempre uma afirmação, é algo que você supõe ser verdadeiro, mas que precisa ser verificado. Você pode gerar hipóteses sobre o comportamento do seu público, sobre o problema que ele possui, sobre como uma mudança no produto vai influenciar na retenção ou até se esse é de fato o seu público.
Teste – Forma como você pretende verificar se a hipótese é verdadeira ou não.
Métrica – Unidade de medida para verificar se o teste foi bem sucedido e a hipótese foi validada.
Meta – Valor que você espera atingir na métrica para validar a sua hipótese.
Com dados praticamente inexistes, determinar uma meta também é muito difícil. Por este motivo, ela é por si mesma uma hipótese.

É importante, portanto, melhorar essa meta ao longo do teste, não apenas assumindo a validação da hipótese como sendo verdadeira.


Exemplo do produto “Certificação Para Líderes da Inovação” da Semente Negócios

Hipótese: Consultores autônomos sentem a necessidade de se capacitar em inovação.
Teste: Criação e disponibilização gratuita do “Guia Para Líderes da Inovação”, via uma landing page, em troca de dados cadastrais.
Métrica: número de pessoas que disponibilizaram seus dados dentro do público de consultores autônomos.
Meta: 150 em duas semanas.
Resultado: 208 – Hipótese Validada!
Agora que você já sabe o que é um modelo de negócio e como testar as principais hipóteses é hora de ir pra rua e buscar validá-las através da interação com seu público.
Quer saber mais? Veja o que aprendemos com mais de dois mil negócios.
Foto de Cristian Schuler da Semente Negócios

Cristian Schüler é consultor da Semente Negócios.

Semente Negócios

Semente Negócios

A Semente é uma empresa de educação empreendedora que aposta na inovação como ferramenta para a geração de prosperidade, desenhando e executando projetos customizados em três frentes: Programas de Empreendedorismo e Aceleração; Projetos de Inovação Corporativa; e Programas de Desenvolvimento Territorial. Em 10 anos promovendo prosperidade por meio da inovação, a Semente já atuou no Brasil e outros nove países apoiando mais de duas mil empresas tais como Vale, Natura, Mercur, Sebrae, Senac, Vivo, BB Seguros, entre outros.

2 comentários em “Modelo de negócio: o que é e como montar o seu”

  1. Muito bom o post Cristian, obrigado por esclarecer este ponto.
    Poderia escrever algo mais direcionado a como fazer as pessoas ficarem sabendo do teste, como o do exemplo
    “Criação e disponibilização gratuita do “Guia Para Líderes da Inovação”, via uma landing page, em troca de dados cadastrais.”
    Obrigado!
    Ismael

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