OKRs para negócios de impacto e organizações: por onde começar?

Sumário

Crescer. Este é o objetivo de qualquer organização, assim como para negócios de impacto. Conseguir sair da operação, dar um respiro e olhar para além do dia a dia é o que vai levar um negócio à prosperidade. Tanto financeira como socioambiental. Todavia, o grande desafio para esta mudança é dar o primeiro passo e confiar que tudo vai ficar bem.

O primeiro movimento é o mais sútil e também o mais importante: reconhecer que é preciso olhar para além da operação para crescer. Este olhar nos mostra um leque de muitas outras tarefas além da rotina que precisam ser realizadas para o nosso desenvolvimento. Da mesma forma, precisamos acreditar que podemos sair da operação por algumas horas e o negócio não vai explodir.

É fácil falar, difícil é fazer. Por isso, queremos compartilhar um pouco das nossas experiências e um passo a passo simples de como criar OKRs para negócios de impacto e organizações. Acompanhe!

Importância para negócios de impacto e organizações

Quando uma empresa ou um negócio faz um planejamento de médio-longo prazo (3 a 10 anos) é para traçar um norte – onde chegar – mesmo sabendo que muitas coisas irão mudar ao longo do caminho. Este é um exercício muito poderoso, pois através dele fazemos uma análise interna da empresa e do mercado (concorrentes e clientes) e entendemos os pontos de melhoria e aqueles que nos destacamos. Isso demanda bastante tempo e esforço, e ambos serão proporcionais ao tamanho do negócio.

O resultado a que se chega depois de um planejamento são os OKR, sigla para Objectives and Key Results ou Objetivos e Resultados-Chave em português. A metodologia de gestão foi criada por Andrew Grove, ex-CEO da Intel. Estas são frases que representam o “lugar” onde a empresa ou negócio deseja chegar nos próximos anos e que precisam ser ambiciosos para gerar engajamento. É como se fosse um sonho que fazem seus olhos brilharem.

Mas o que é mais legal dos OKRs não é “o objetivo” e sim os Resultados-Chave (KR). Ou seja, submetas que, se alcançadas, permitiriam o atingimento do nosso sonho. Desta forma, temos uma escadinha de como chegar lá. Esta metodologia pode ser aplicada na vida pessoal, em microempresas e no gerenciamento de startups ou em multinacionais.

Como pensar os meus primeiros OKRs para negócios de impacto?

Nesse sentido, como dar o primeiro passo para desenhar os OKRs? É para um negócio que está começando? De uma pessoa só? Essa não será a sua primeira vez? Bom, de qualquer forma, recomendamos fazer um planejamento, mesmo sabendo que será enxuto e definir seus OKRs. O segredo aqui é simplicidade e foco. Para isso, precisamos olhar somente para o nosso negócio e, no máximo, para um ano e depois nos preocupamos com o restante do mercado e com a visão de futuro.

A pergunta que terá como resposta o nosso OKR é: onde quero estar ou o que quero alcançar daqui a um ano? Por exemplo: Estar com faturamento de R$ 5 mil/mês; contratar um assistente; tirar duas semanas de férias, entre outros. Não se preocupe ao não propor nada muito grandioso ou muito chamativo num primeiro momento. Uma dica é: quanto mais focado na operação o objetivo tiver, melhor.

Definindo meus primeiros KRs

Agora, para definir os KRs, ou Resultados-Chave, precisamos entender o que será necessário realizar para alcançar a principal meta. Com isso, temos três grandes perguntas para responder: o que faço bem, o que preciso manter e o que não faço tão bem que preciso melhorar?

Anote tudo que aparecer. Sugestões, propostas e comentários, mas não descarte nenhum, pois podem servir de ideias no futuro.

Com as ideias anotadas, agrupe-as e verá que muitos insights irão surgir (anote-os também). Estes grupos provavelmente serão os Resultados-Chave e o que está dentro do grupo são as principais atividades a serem realizadas durante o próximo ano. Escreva tudo de uma forma clara, tanto os resultados quanto às tarefas, para o fácil entendimento de todas as pessoas envolvidas.

Por fim, nomeie responsáveis para cada uma das partes, caso exista uma equipe. Se estiver sozinho, serão todas suas. Além disso, não se esqueça de estabelecer uma data de entrega para tudo.

Se precisar de ajuda, apresente este planejamento para familiares, amigos e colegas, pessoas que entendam do negócio e outras que não façam a menor ideia do que se trata. Todas as dúvidas e questionamentos irão ajudar a montar um planejamento mais sólido, realista e claro.

Vemos que uma pessoa está sentada à mesa com um computador e digitando (imagem ilustrativa). Texto: okrs para negócios de impacto.

Não confunda OKR com KPI

Não confunda OKR com Indicadores-Chave (KPI). Os Indicadores-Chave são as métricas que precisam ser acompanhadas com frequência. Eles indicarão se estamos no caminho certo ou não. As áreas de um negócio que precisam ser acompanhadas são: Produto/Serviço, Operação, Vendas, Marketing/Comunicação, Financeiro, Impacto. Não precisa começar com todas, mas todas elas precisam estar no radar de alguma forma. 

Enquanto isso, os OKRs são objetivos do negócio que precisaram de novas tarefas na rotina para que sejam alcançadas. Observe os exemplos abaixo:

Exemplos de OKR, KR e KPIs:

OKR: Quero correr uma maratona

  • KR1: Experimentar todas as formas de treino por pelo menos 1 mês cada;
  • KR2: Emagrecer 10 kg;
  • KR3: Fazer avaliação médica completa;
  • KR4: Inscrição para uma prova.

KPIs: esforço

  • Exames de sangue bimestral;
  • Ressonância semestral nos joelhos;
  • Acompanhamento nutricional;
  • Seguir a rotina de treino.

Tire duas horas por semana em um mês para fazer um planejamento para o próximo ano. Acompanhe semanalmente e você vai ver o quanto está avançando. Pequenos ajustes são necessários. O importante é não parar e fazer aquilo que acreditamos que é o correto. Boa sorte com o seu planejamento!

Gostou de saber sobre OKRs para negócios de impacto ou organizações? Então, você também pode se interessar pelo texto O que é Kanban? Entenda o que está por trás do método.

Pedro Cinque

Pedro Cinque

Atualmente está como Gestor de Aceleração na Semente Negócios. Já foi coordenador de campanhas de financiamento coletivo. Em 2019 esteve como Gestor de Comunidades do Orbi Conecta. Passou um tempo no México, trabalhando com Food Design e criando eventos para ativações de grandes marcas. Antes disso, foi diretor de Whatever e financeiro na Perestroika BH por um ano e meio. Seu primeiro emprego foi como agente de pré-aceleração do Lemonade coordenando quatro edições do programa. É graduado em Administração pelo Ibmec BH.

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