Inovação Empreendedora criando ecossistemas inovadores

Sumário

Como o incentivo ao empreendedorismo inovador pode alavancar o desenvolvimento de comunidades de prática.


Recentemente revisitamos a denominação e organização das verticais que contém os diferentes serviços de inovação que oferecemos e, a partir de um novo entendimento de como o mercado percebe, consome e pratica inovação, decidimos nos repaginar.

Mais do que isto, essa mudança surge também da reflexão de como nós, como empresa de educação empreendedora, podemos facilitar e potencializar processos inovadores nos diferentes contextos nos quais estamos inseridos. Neste artigo vamos explicar o que está por trás do nome da vertical de Inovação Empreendedora e como os seus serviços  contribuem na criação e evolução de ecossistemas inovadores.


O que é inovação?

Primeiro vamos falar de Inovação, o termo presente nas três verticais – Inovação Corporativa, Social e Empreendedora – o campo que dominamos e que é o centro do nosso negócio. A headline do nosso site equipara inovar, empreender e gerar impacto a resolver problemas reais, mas isso não significa que vemos ambas como sinônimos, apenas que, na nossa prática, vemos esses três conceitos como indissociáveis.

Inovação é a implementação de tecnologias em problemas de mercado e a consequente aceitação, pelo mercado, da solução proposta a partir destas. A lógica com que o mercado interage com essa inovação é o Modelo de Negócio dessa empresa inovadora.

Inovação é a geração de valor de uma tecnologia sendo capturada por um negócio. Em outras palavras, e expandindo o conceito da nossa headline:

Inovação é resolver problemas reais com soluções de mercado.

Tecnologia é o conjunto de técnicas, habilidades, métodos e processos criados e aplicados para gerar valor. É comum pensar em tecnologia apenas como Tecnologia da Informação com seus, softwares, hardwares, soluções digitais, etc. Resumindo: algo que precise de uma equipe de pessoas desenvolvedoras/programadoras para existir, mas a compreensão que temos de tecnologia é muito mais abrangente do que isso, e colhe os frutos de vários outros ramos das ciências sociais, biológicas e exatas.

Cuidado, entretanto, para não tomar toda invenção como certa de ser, também, uma inovação. Invenções são novidades, as quais muitas vezes até usufruem de avanços científicos e técnicas de engenharia para serem concebidas, são funcionais e utilizáveis, e geralmente bastante deslumbrantes para olhos não treinados, mas que muitas vezes não chegam nem ao patamar de tecnologia.

Isso significa que invenções, mais frequentemente do que se imagina, são ideias executadas com primor, mas que não resolvem nenhum problema, e acabam não gerando real valor.

Entendendo bem o conceito de inovação, vamos expandi-lo para inovação empreendedora. Para isso, precisamos nos questionar o que é – e o que queremos dizer com – empreendedorismo.


E o que é empreender?

Empreender, na prática – na nossa prática – também é resolver problemas reais com soluções de mercado. O que queremos enfatizar com essa denominação é que nem toda inovação é, necessariamente, empreendedora (falamos disso na sequência), e, talvez mais importante, nem toda ação empreendedora é, necessariamente, inovadora.

Quando afirmamos que nem toda ação empreendedora é inovadora, a expressão análoga na língua inglesa proporciona um entendimento mais simples do que estamos querendo dizer.

Em inglês há uma distinção clara do que chamamos “empreendedorismo” em dois conceitos: self employment e entrepreneurship. O primeiro (traduzido literalmente para auto-emprego) se refere, simplesmente, a ser dona do seu próprio negócio, como uma firma de consultoria gerencial, um profissional MEI, ou uma família dona de uma padaria. O segundo (esse sim traduzido literalmente para empreendedorismo), carrega consigo a necessidade de incorporar inovação à iniciativa empreendedora. Como Semente, é à segunda definição que nos referimos sempre.

Sobre diferentes formas de inovação, essa distinção está explícita na configuração das nossas verticais. Em poucas palavras:

  • Inovação Empreendedora diz respeito a inovar enquanto se cria um novo negócio, com objetivo principal de capturar o valor gerado para si. 
  • Quando falamos de Inovação Social, o principal objetivo passa a ser o desenvolvimento dos territórios aos quais aquela iniciativa pertence. 
  • E Inovação Corporativa é sobre incorporar práticas inovadoras em corporações já bem estabelecidas.

Desenvolvendo um pouco mais, e o que é Inovação Empreendedora?

Nesse ponto você deve estar se perguntando: beleza, entendi o que é inovação, entendi o que é empreender, e sei que essas coisas estão bem relacionadas, mas então Inovação Empreendedora não é um tanto quanto redundante?

Sim, é. Mas nem toda redundância é inútil, e a desse conceito tem um propósito bem definido. É importante reforçar que o centro do nosso negócio é presente nas três verticais igualmente, sendo a base para todo desenvolvimento lá, e que o foco dessa vertical em específico é em desenvolver ecossistemas inovadores a partir de pessoas empreendedoras capacitadas.


Porque Inovação Empreendedora é importante?

Um ecossistema inovador desenvolvido é composto por pessoas que possuam um conjunto de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) que contribuem para a criação de soluções inovadoras para os problemas daquela comunidade de prática. Levamos essas pessoas a aprenderem essas qualidades de maneira prática, integrada e funcional. 

Entendemos como essenciais as competências descritas a seguir – mas definitivamente não só essas:

Conhecimento para lidar com incertezas: transitar por ambientes incertos – e a incerteza é inerente à inovação – requer um pacote de conhecimentos bastante único, complexo e específico, já que a maior parte do conhecimento formal (principalmente acadêmico) que desenvolvemos é baseado em noções de previsibilidade e certeza. Na Semente construímos esses conhecimentos junto com os atores do ecossistema.

Habilidade de resolução de problemas: empreender, inovar e gerar impacto é resolver problemas reais com soluções de mercado, mas, mais do que isso, o processo de empreender de forma inovadora constantemente  se depara com desafios e problemas para a própria equipe empreendedora, e pessoas com habilidades aguçadas de resolução de problemas, performam melhor em ambientes incertos e contribuem diretamente para a evolução do ecossistema.

Autonomia como atitude: autonomia, ao mesmo tempo, um grande requisito e um ótimo benefício trazido pela prática do empreendedorismo inovador. Pessoas autônomas são livres para tomar as melhores decisões em respeito às comunidades com as quais interagem, e têm proatividade para colocá-las em prática.


Quer experienciar isso tudo na prática? Quer proporcionar com que a sua comunidade de prática também se desenvolva em um ecossistema rico de inovação? Conheça mais sobre os nossos serviços de Inovação Empreendedora e agende uma conversa com um dos nossos consultores!

José Ignácio Ribeiro Martins de Souza

José Ignácio Ribeiro Martins de Souza

Atua na aceleração de startups, tendo apoiado mais de 60 empreendedores. Na Semente também suporta a automação de processos participando do desenvolvimento de metodologias. Engenheiro Civil na EE/UFRGS. Especialista em negócios inovadores e startups. Foi bolsista do Programa de Empreendedorismo da UFRGS, atuando em diversos programas de educação empreendedora para nível de graduação e pós-graduação. Co-fundador e diretor de Projetos da EJECiv.

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