Jornada para o Futuro: nossas lideranças estão prontas para a empresa do amanhã?

Sumário

Constantemente, ouvimos e conversamos com empresas que expõem sua vontade de trabalhar olhando para o futuro, se preparando para as novas ondas da inovação, buscando prever e desenvolver os produtos e serviços que farão sentido para o consumidor do futuro.

Entretanto, imersos em nossas rotinas do dia a dia, nos deparamos com um dos principais desafios da inovação – muito tempo destinado à operação, sobrando pouco tempo para estratégia de negócio. Com isso, as empresas se estabelecem com o pensamento no presente, lançando produtos e serviços cada vez mais próximos ao core business. 

Dentro desse contexto, desenvolvemos o programa que batizamos como “Jornada para o Futuro”, modelado conforme a realidade das lideranças de empresas brasileiras, que tem como principal objetivo o desenvolvimento de produtos ou serviços no horizonte transformacional.

Conheça o programa Jornada para o Futuro

Criamos o programa com o objetivo de aprofundarmos nas tendências que já impactam o mercado da sua empresa e que vão impactar cada vez mais a partir de hoje. 

O Jornada para o Futuro é um programa focado em líderes da média e alta gestão, e pretende fazer a sua empresa olhar para o futuro de maneira estruturada. Ou seja, visualizando cenários que hoje parecem distantes, mas que, a médio/longo prazo, serão realidade

Como consequência, ao olharmos para o futuro, conseguimos pensar em produtos e serviços que farão mais sentido nesse contexto.

Como o programa foi pensado?

Englobamos diversas metodologias existentes no mercado para construção do programa. Por exemplo, a Foresight para construção de cenários do consumidor do futuro e imersão com princípios da lógica de “Jobs to be done” (trabalho a ser feito, doravante JTBD), para criar produtos ou serviços, até então, inexplorados.

Vamos cocriar inovações adjacentes e transformacionais através da interação das lideranças de médio e alta gestão, foco do programa, as quais formarão grupos de trabalho e irão imergir em cenários futuros com seus times, criando, validando e desenvolvendo produtos ou serviços em sinergia com a estratégia geral e de inovação da empresa. Idealmente, desenhamos o programa para rodar em oito semanas (dois meses), sendo um encontro por semana.

Pontos-chave na etapa de planejamento

Para dar início ao planejamento do programa, é fundamental definirmos a governança interna para tomada de decisões durante o programa. Indicamos um grupo de cinco a sete participantes, podendo utilizar o comitê de inovação interno, se existente. Além disso, é nessa etapa que definimos o grupo de trabalho para cocriação, idealização, divulgação e compartilhamento de ações ao longo do programa.

Sistema de recompensas

Utilizamos os princípios de gamificação, recompensando aqueles grupos que tiverem a melhor performance, ou seja, os projetos vencedores. A gamificação se refere ao emprego de técnicas comuns aos games em situações de não jogo. As equipes recebem premiações pela sua performance, tornando a realização das tarefas mais prazerosa, engajando os times durante toda a operacionalização do Jornada para o Futuro. 

Para cada etapa, conforme aprendemos em diversas consultorias e programas com clientes, é fundamental a realização de workshops. É através deles que capacitamos as equipes com conteúdos, metodologias e ferramentas que norteiam os grupos na construção da solução que será apresentada para a empresa no final da jornada.

Vemos uma pessoa sentada à mesa, aparentemente em uma grande sala de reunião, com o sol ao longe (imagem ilustrativa). Texto: jornada para o futuro.

Etapas do programa Jornada para o Futuro

1. Abertura e construção das equipes

O foco do programa são lideranças de médio e alta gestão. Essa premissa tem como objetivo engajar os líderes no questionamento da atual realidade da empresa, buscando utilizar seus conhecimentos sistêmicos para guiar os grupos, construindo soluções alinhadas com a estratégia da empresa.

Cada líder define qual tendência, daquelas priorizadas no planejamento do programa, será aprofundada por seu time para construção de soluções. Nesse encontro, alinhamos o escopo do programa, prazos, atividades e orientamos a construção das equipes multidisciplinares.

2. Exploração e Descoberta

Esse é o primeiro encontro com os grupos completos, escolhidos pelas lideranças convidadas ao programa. O objetivo dessa etapa é imergimos, com metodologias de design estratégico, em previsões e cenários futuros, tendo como referência a tendência escolhida por cada equipe. Entendendo esse impacto, buscamos identificar oportunidades de negócio a serem exploradas.

Para avançarmos de etapa, direcionamos os grupos a irem ao mercado e validarem, através de entrevistas com especialistas e outros métodos de pesquisa indicados pela Semente, se existe uma oportunidade, dado o cenário construído sobre o impacto da tendência no negócio. Além disso, direcionamos os grupos a entenderem, através dessas pesquisas, “Jobs to be done” (trabalho a ser feito) pelos clientes na contratação desses produtos ou serviços hoje.

Quer entender melhor o conceito e princípios de “Jobs to be done” (trabalho a ser feito)? Indicamos o vídeo de Clayton M. Christensen, pai do conceito, e que explica seu funcionamento por meio do case do McDonalds.

Ainda na segunda etapa, temos uma consultoria com especialistas nas metodologias utilizadas para direcionamento e acompanhamento dos rumos que o grupo está tomando com suas validações, identificando se realmente existe uma oportunidade a ser explorada pela empresa.

3. Ideação e Validação

Após validarmos a existência de uma real oportunidade de mercado, entendemos o que deve ser feito para explorá-la. Com esse entendimento, aprofundamos nas soluções, adjacentes ou transformacionais, que venham a contemplar os “JTBD” do cliente da empresa. Essa dinâmica fica simples, a partir do momento que entendemos que os “Jobs” (trabalhos) não mudam ao longo do tempo, apenas os produtos e serviços contratados pelos clientes evoluem.

Um exemplo prático desse princípio é o caso da Netflix, que ao longo do tempo repensou seu modelo de negócio com base nos “Jobs” (trabalhos) que prestava para seus clientes, independente do produto ou serviço oferecido. A empresa já foi um negócio de aluguel de DVDs por correio e por unidade, depois passou a ser uma empresa de aluguel de DVDs por assinatura e, hoje, oferece streaming de filmes e séries por assinatura.

Mas e a lógica dos “Jobs”, onde entram? A partir do momento que entenderam que a empresa está inserida, e atualmente se posiciona dessa forma, no segmento de entretenimento e, acima de tudo, seu papel é “fazer as pessoas relaxarem” e não apenas entregar filmes e séries, ela concorre “com tudo que faz você relaxar”.

Esse mindset muda “a regra do jogo”, a partir do momento que a empresa percebe que deve focar em fazer seu cliente relaxar, independente da forma como realiza essa função, a qual se mantém a mesma ao longo do tempo. O que muda são, de fato, as formas (produtos e serviços) que a empresa cria e oferece ao consumidor.

Através dessa dinâmica, os grupos interagem e iniciam a construção da hipótese de solução a ser testada e validada em mercado novamente. Indicamos testes com metodologias já existentes, buscando resultados com indicadores que comprovam o real interesse do público com as ideias desenvolvidas pelos grupos do programa.

Ainda na terceira etapa, oferecemos uma consultoria com especialistas para auxiliar os grupos na definição, construção e avaliação dos testes realizados, ou em qualquer outra frente em que o grupo esteja com dificuldade.

4. Engajamento

Na etapa de engajamento, focamos no modelo de negócios de cada grupo, explorando variáveis ainda em aberto da solução, como modelo de receita, parcerias chave para a execução do projeto, estrutura de custos, entre outros fatores importantes que fundamentam o produto ou serviço cocriado. Ademais, auxiliamos os grupos a entenderem qual o tamanho da oportunidade para a empresa, analisando o mercado e seus concorrentes.

A partir da nossa experiência na execução de diversos projetos de inovação, com diferentes empresas, de diferentes tamanhos e maturidade de inovação, percebemos que é fundamental definir o andamento futuro dos projetos originados através do programa. Para isso, inserimos nessa etapa o desenho do plano de MVP.

Vemos alguns post-is organizados sobre uma mesa; há suas pessoas próximas adicionando mais alguns (imagem ilustrativa).

Ainda na quarta etapa, oferecemos uma consultoria com especialistas para auxiliar os grupos na definição, construção e avaliação dos testes realizados.

Como definimos os vencedores do programa?

O “Pitch Day”, assim como a maioria dos programas de inovação, endereça o encerramento do programa. Neste dia, convidamos a banca avaliadora dos projetos a estarem conosco para ouvir as construções dos grupos e avaliá-las, definindo vencedores conforme os critérios de avaliação estruturados anteriormente. Os vencedores são premiados e encerramos o evento.

Por fim, criamos a etapa de “Pós Pitch Day”, na qual os participantes são convidados a um encontro para debatermos os aprendizados adquiridos, experiências vivenciadas e quais são os próximos passos dos vencedores e demais soluções definidas pela contratante.

Benefícios do programa Jornada para o Futuro

Por fim, listamos os benefícios do nosso programa:

  • Foco em lideranças da média e alta gestão, utilizando seus conhecimentos a nível de estratégia e tendências, indicando os caminhos aos grupos para construção de soluções em sinergia com as estratégia da empresa;
  • Foco em produtos/serviços de inovação nos horizontes adjacentes e transformacionais;
  • Alinhamento dos participantes do programa com dinâmicas práticas que reforçam a estratégia da empresa para novos produtos e serviços a médio e longo prazo;
  • Processo estruturado para criação, validação e engajamento das soluções de inovação e potencial de mercado;
  • Cultura de inovação como consequência;
  • Vivência com ferramentas de inovação e empreendedorismo;
  • Ferramentas, práticas e metodologias que ensinam a olhar para cenários futuros;
  • Novos projetos de inovação aberta conforme a viabilidade das soluções apresentadas.
Pedro Petrucci

Pedro Petrucci

Consultor de inovação corporativa na Semente. Graduado em Administração com Ênfase em Gestão, Inovação e Liderança pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em Porto Alegre. Estudou Business Administration and Management na Universidade de Coimbra e na Universidad Central de Chile. Tem experiência em consultoria e mentoria de projetos de inovação e transformação digital, identificando oportunidades e intervindo, com planos de ação, desde o penso até a implementação e gestão.

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