Projetos de inovação corporativa: desmistificando a execução

Sumário

Do que vale uma grande ideia se ela não é colocada em prática?


Muitas empresas possuem um rico capital intelectual, composto por funcionários que constantemente detectam ideias de novos produtos, serviços e processos durante o seu cotidiano de trabalho. É muito comum, mesmo com um vasto número de ideias interessantes, elas morrerem sem nem se quer serem testadas.

Para melhor entendermos estes motivos, é importante diferenciarmos os projetos tradicionais corporativos dos projetos de inovação corporativa. Em um projeto tradicional é possível previamente definir um escopo do projeto e assim consequentemente planejar um cronograma, recursos necessários e projetar seu potencial retorno. Já em projetos de inovação, quanto mais longe do core de atuação da empresa, mais difícil de estimarmos o escopo e os potenciais retornos de investimento, logo muitas dúvidas acabam surgindo antes de uma aprovação de execução de um projeto de inovação. 

Algumas dúvidas comuns entre empresas são: Será que teremos mão de obra para desenvolver esta nova ideia? Será que teremos o conhecimento para criar algo fora do core business? Será que não devemos focar em ações e produtos que gerem resultados a curto prazo? Ou ainda, será que não devemos investir recursos onde conhecemos os potenciais retornos?

Todos estes questionamentos são bastante comuns quando falamos em atuar em um espaço que muitas vezes parece sombrio, que é o espaço da incerteza. Principalmente nas empresas que ainda não possuem uma área de inovação estruturada.

A verdade é que estes questionamentos, formam grandes barreiras para a criação e para o desenvolvimento de novos projetos. As empresas precisam entender que ao desenvolverem uma nova ideia, não precisam atrelar à ela um alto investimento (de tempo e financeiro). Pelo menos, não até que estejam confortáveis em assumir os riscos para tal. 

É possível gradualmente desenvolver uma iniciativa através de interações recorrentes com mercado e assim, ganhar a confiança e as informações necessárias para o desenvolvimento cada vez mais alinhado às expectativas do usuário final, ou até para decidir que a ideia não foi validada.
 Quanto mais alinhada for a proposta de valor do que se está oferecendo com as expectativas do usuário em questão, menor o risco para o maior investimento de tempo e dinheiro no novo projeto. 

Quanto mais interações tivermos com o usuário e mais testarmos a nossa ideia ao longo do processo de validação, mais confortáveis nos sentiremos para investirmos mais recursos, pois estaremos diante de um ambiente de menor incerteza sobre o nosso investimento.

Ok, entendida a lógica da interação x risco, entendemos que nada precisa começar grandioso e que o caminho para que projetos de inovação corporativa não morram no mundo das ideias é começar pequeno. E como fazemos isso?


As 4 etapas para a execução e validação de projetos de inovação corporativa:

 

Existem duas formas de um projeto de inovação nascer, da identificação de uma dor ou direto da constituição de uma ideia. Em ambos os casos, é preciso validar se a dor identificada é uma dor real (em casos em que partimos de uma ideia, também precisamos validar se a dor que a ideia se propôs a sanar é relevante). Então para início de conversa, temos que ter claro qual é a nossa hipótese de dor a ser testada.

Para validar esta dor, precisamos entender quem sofre com ela, através da constituição da nossa persona. Ao construir a persona (muitas vezes através de um mapa de empatia), já criamos a nossa segunda hipótese.

Com ambas as hipóteses desenhadas, chega a hora de ir a campo e através de pesquisas em profundidade com a persona mapeada, validarmos a dor e a persona em si. Feito isso, precisamos também entender o tamanho dessa dor. Existe um mercado interessante o suficiente para investirmos nesta ideia?

Esta etapa é primordial para qualquer projeto de inovação. Não adianta desenvolvermos e estruturarmos algo novo que ninguém (ou pouquíssimas pessoas) vêem valor.

  • Ideação:

Para as ideias que surgiram da identificação da dor, o passo da ideação, é o momento onde a ideia é constituída e aprimorada. Aqui, através de técnicas de brainstorming, geramos um vasto número de soluções para a dor identificada. A partir disso, priorizamos através de critérios com qual ideia faz sentido seguirmos (lembrando que os critérios devem fazer sentido com a ambição da corporação). 

Identificada, ou identificadas as ideias que iremos prosseguir para teste, desenvolvemos a proposta de valor da mesma. Muitas vezes, já nesta etapa, desenvolve-se o modelo de negócio (a utilização do lean canvas é uma boa ideia), a fim de validar alguns pontos do produto ou serviço criado ao interagir com o usuário. 

Constituída a proposta de valor a ser validada, vamos ao teste! Aqui, novamente interagindo com a nossa persona, através de um teste de conceito e se necessário, alguns materiais visuais, pegamos as principais percepções a respeito do que estamos criando. Permitindo assim as adequações necessárias, para a construção do MVP (mínimo produto viável). Nesta etapa também conseguimos estimar “o que” e “quanto” precisaremos investir para o desenvolvimento do nosso protótipo.

Se ao realizar o teste de conceito, você ainda não se sentir seguro para partir para a etapa de desenvolvimento do MVP, leia o nosso artigo sobre Teste fumaça. Ele irá ensinar algumas técnicas de validação em situações reais de intenção de compra por parte do usuário.

  • Construção do MVP:

Se a etapa anterior serviu para lapidarmos a nossa ideia, esta etapa servirá para construirmos o mínimo produto viável necessário para que possamos entregar algo ao nosso usuário final, com o objetivo de testarmos a solução.

Nem sempre o desenvolvimento de um produto, serviço ou processo novo, é algo simples. Por isso, é sempre importante verificarmos se não é mais prático nos conectarmos com uma startup do mercado que já desenvolve algo parecido com o que queremos criar, do que construirmos algo do zero (onde muitas vezes nem possuímos o conhecimento necessário).

  • Teste POC:

Última etapa e não menos importante, é a realização da POC. Este é o momento onde testamos com usuários em situações reais de compra o que desenvolvemos até aqui. Antes de lançarmos a solução ao mercado, precisamos de uma estratégia. Necessitamos definir quais hipóteses queremos validar em nossa POC. Assim, conseguimos delimitar o que iremos medir e qual será a nossa meta. Uma vez que isso for definido, precisamos mapear onde vamos lançar a solução, para qual público, quais serão as estratégias de comunicação e a qual preço de venda faremos este teste. Tendo isso estipulado, estaremos prontos para iniciar a POC!

Ao realizar estas etapas com constantes interações com o mercado, é possível fazer com que uma ideia saia do papel de maneira gradual, tornando o investimento na execução da ideia algo mais fluído. 

  1. Não precisamos da dedicação de um grande número de pessoas para executar a ideia (pelo menos não em seu primeiro momento) 
  2. Não precisamos ter conhecimento total do que estamos criando, aprendemos ao longo da trajetória de execução
  3. Com menos investimentos iniciais na ideia, também nos sentimos mais confortáveis para desenvolver projetos que talvez não nos deem retornos em curto prazo. 

E aí, conseguimos desmistificar o risco de investir em projetos de inovação corporativa?

Nós da Semente Negócios, podemos te ajudar nesta jornada! Ficou interessado? Entre em contato conosco.

Semente Negócios

Semente Negócios

A Semente é uma empresa de educação empreendedora que aposta na inovação como ferramenta para a geração de prosperidade, desenhando e executando projetos customizados em três frentes: Programas de Empreendedorismo e Aceleração; Projetos de Inovação Corporativa; e Programas de Desenvolvimento Territorial. Em 10 anos promovendo prosperidade por meio da inovação, a Semente já atuou no Brasil e outros nove países apoiando mais de duas mil empresas tais como Vale, Natura, Mercur, Sebrae, Senac, Vivo, BB Seguros, entre outros.

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