Startups e corporações: conheça as vantagens desta conexão

Sumário

Startups e corporações podem estreitar relações e gerar negócios promissores, garantindo, assim, vantagens competitivas. Mas como toda negociação, alguns pontos merecem atenção a fim de definir os interesses de ambas as partes e alinhar ações voltadas para resultados que reflitam positivamente no mercado.

As startups representam modernidade no mercado e essa tendência potencializa a concretização de novas (e boas) oportunidades. Isso porque as startups buscam lançar no mercado produtos e serviços que são desenvolvidos em um contexto com certo grau de incerteza. 

A partir do desenvolvimento de um MVP (Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável), é possível reduzir as incertezas que incidem sobre determinado mercado. Como isso acontece? A partir de validações com alta interação com o cliente, a fim de fornecer uma solução que se adeque melhor ao setor.

A vertical de Inovação Corporativa da Semente Negócios vem atuando justamente nesse contexto: na conexão entre corporações e startups por meio de metodologias próprias. Desse modo, empresas que queiram integrar a inovação em seu processo produtivo, seja na resolução de desafios tecnológicos e/ou na sua cultura organizacional, encontram essas soluções na Semente. Os apontamentos que apresentamos a seguir fazem parte do que observamos em nosso dia a dia de conexão entre startups e corporações, e na implementação de processos de inovação. 

Cuidados ao conectar startups e corporações

Trabalhar com startups pode ser bastante promissor. Não apenas quando o assunto são os ganhos financeiros, mas principalmente para a cultura organizacional, a partir da implementação de novos negócios. Neste ponto é importante lembrar que a maturidade das startups pode variar de soluções iniciais até as mais robustas, que já estão sendo escalonadas.

Por isso, o ideal é que a empresa ajuste a expectativa com a maturidade do negócio: se a corporação precisa de uma solução ágil, possivelmente deverá focar em startups mais maduras. Se a solução exigir alto grau de customização, o adequado são as startups mais iniciais, geralmente mais abertas para modificações em seu produto.

Uma das questões que devem ser avaliadas em uma startup é o portfólio de clientes e a relação com os consumidores. Além disso, ter feito transações com outras empresas já consolidadas no mercado pode indicar um certo nível de maturidade. Com isso, há uma maior transmissão de confiança aos gestores que avaliam soluções para as demandas de suas corporações.

Outro fator importante é a atuação no mercado da corporação. É interessante fazer a pergunta: esta startup é do mesmo ramo de atuação? Se não for, é possível adequar sua solução para o ramo da corporação em questão? Essas informações influenciam na qualidade da solução oferecida, tendo em vista que a atuação em mercados definidos acarreta em mais experiência na resolução de problemas.

Além disso, é importante reconhecer que algumas startups estão em processo de amadurecimento. Portanto, não têm os mesmos recursos que grandes empresas como fábricas de software e consultorias, por exemplo. Isso não quer dizer que a qualidade na prestação do serviço será baixa, mas que é preciso ponderar e flexibilizar as condições no momento de negociação, como financiar uma prova de conceito, facilitar o processo de homologação e contratação com o fornecedor.

Afinal, quais são os ganhos?

reunião de equipe de trabalho. colaboradores sentados ao redor de uma mesa discutindo estratégias. imagem ilustrativa do conteúdo: startups e corporações

Ao se conectar com corporações, as startups podem receber grandes benefícios, desde o feedback sobre seu modelo de negócio ou até o fechamento de contrato para prestação de serviços. Além disso, há a possibilidade de ampliação do networking, gerando contatos que possam garantir novos clientes e escalabilidade.

É importante salientar a atenção especial que as startups devem ter ao expor suas soluções. Isso porque as soluções precisam ser objetivas e bem propositivas, evidenciando a relevância no mercado em que está inserida. Para isso, é bom realizar pitchs adequados para diversas ocasiões, deixando demarcados os pontos que irão interessar às corporações.

Desse modo, as soluções devem estar totalmente alinhadas às necessidades das empresas e ser comunicadas de forma a evidenciar toda a qualidade que a startup pode oferecer. Esse é o momento também de expor limitações que possam ocorrer, a fim de evitar expectativas que não serão atendidas e divergências que podem dificultar possíveis negociações.

Além disso, é interessante estar atento aos processos de inovação junto a institutos, governos e empresas. Isso porque, além de possibilitar oportunidades de negócios, é uma chance de acompanhar o que o mercado está demandando, proporcionando à startup o desenvolvimento de soluções cada vez mais inovadoras e certeiras.

Do ponto de vista das grandes corporações, o relacionamento com startups pode promover inovação, eficácia e eficiência nos processos organizacionais. As startups estão em constante atualização de recursos podendo, assim, oferecer o que há de mais atual no mercado. Esses fatores proporcionam boa colocação da corporação frente a seus concorrentes e, consequentemente, bons ganhos financeiros.

Outro ponto de destaque é a adaptação e flexibilização de alguns produtos e serviços oferecidos por startups. Ou seja, é possível adequar esses pontos de acordo com as necessidades das empresas, focando no atendimento de demandas que estejam merecendo mais atenção.

Startups e corporações: um casamento que dá certo

Como foi possível observar, a conexão entre startups e corporações pode trazer ganhos para ambos os lados. Para isso, é importante acompanhar as ponderações que nós destacamos. As chances dos negócios serem vantajosos e garantirem bons rendimentos são grandes.

E lembre-se que, de forma geral, as startups devem estar atentas às novas oportunidades e enxergar o que as corporações estão necessitando, a fim de atender demandas já existentes ou lançar produtos e serviços inovadores. Dessa forma, conseguem estar bem posicionadas no mercado e conquistar novos clientes. Ao mesmo tempo, devem sempre esclarecer suas limitações e, principalmente, evidenciar sua proposta de valor por meio de suas soluções.

Já as corporações devem estar atentas ao grau de maturidade das startups, reconhecer suas limitações e trazer de forma concisa quais são as demandas. Só assim é possível alinhar os problemas às soluções. 

Em todo esse processo de conexão a vertical de Inovação Corporativa da Semente Negócios pode estar presente, mediando e analisando o que pode ser melhor tanto para corporações, quanto para startups!

Juliana

Juliana

Graduada em Economia Doméstica e mestra em Consumo, Cotidiano e Desenvolvimento Social pela UFRPE. Graduanda em Administração pela Estácio. Co-fundadora do EmpreED. Tem experiência com docência do ensino superior, rotinas administrativas e projetos sociais. Tem interesse e atua em inovação e empreendedorismo.

1 comentário em “Startups e corporações: conheça as vantagens desta conexão”

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