Projeto Horizonte: conheça três histórias de transformação, fruto do programa de desenvolvimento territorial

Sumário

“Promover a prosperidade por meio da inovação”. Se você acompanha a Semente nas redes sociais, principalmente no Instagram, já deve ter notado que desde o início deste ano estamos com uma nova identidade visual.

Com o aniversário dos nossos primeiros dez anos de história em 2021, inauguramos um novo posicionamento, mais maduro e mais consciente, em que o propósito que norteia o nosso trabalho é, justamente, promover a prosperidade por meio da inovação. 

Para se posicionar como empresa de educação empreendedora, a Semente se inspirou no conceito de prosperidade apresentado por Clayton M. Christensen, ex-professor de Administração na Harvard Business School. Christensen é um dos principais referenciais teóricos que a Semente utiliza para o desenvolvimento de metodologias de trabalho e formas de atuação junto a empresas, organizações e pessoas empreendedoras. Segundo Christensen:

Prosperidade é a capacidade de geração de riqueza no sentido de ampliação do bem-estar econômico, social e político dos seus indivíduos.

Clayton M. Christensen, ex-professor da Harvard Business School

Por isso, hoje, enxergamos o empreendedorismo inovador como motor de desenvolvimento. Acreditamos na inovação como processo para alcançar o impacto positivo do nosso trabalho e também entendemos a inovação como uma ferramenta potente de transformação de pequenos e grandes universos.  

A missão do Projeto Horizonte: transformação de localidades por meio dos negócios com propósito

Entre os programas de desenvolvimento territorial que constroem o nosso portfólio de operações está o Projeto Horizonte (conheça o site do projeto). Uma iniciativa Vale, com execução da Semente Negócios, o programa se dedica a capacitar pessoas e negócios para melhorar vidas por meio de desenvolvimento empreendedor, consultorias e aporte financeiro.

Iniciado em abril de 2021 e com encerramento previsto para outubro de 2022,  as regiões selecionadas para atuação do Projeto são as localidades mineiras de Itabirito, Barão de Cocais, Macacos, Antônio Pereira, Engenho Correia, além de outros quatro territórios da também mineira Santa Bárbara: André do Mato Dentro, Barra Feliz, Brumal e Cruz dos Peixotos. 

Com um time de consultoras e consultores especialistas em inovação à frente do Projeto, a possibilidade de apoiar e capacitar moradores na abertura e na transição de empreendimentos para a lógica de negócios com propósito é impulsionada.

Seguindo a missão da Semente, e com o apoio do teórico que guia o trabalho da empresa de educação empreendedora, negócios com propósito são aqueles que buscam trazer impactos sociais e ambientais positivos, além de gerar lucros para os empreendedores.

Com os negócios com propósito em ação, todo o ecossistema envolvido é mais próspero: os empreendedores em si, as comunidades em que os negócios estão localizados, o meio ambiente e, como consequência, a sociedade. 

Conheça as etapas do Projeto Horizonte

Com início no primeiro semestre de 2021 e com término previsto para outubro de 2022, atualmente, o Projeto Horizonte está na etapa de aceleração de 39 negócios de seis localidades mineiras. 

Na inscrição para a Maratona Empreendedora, a primeira etapa do programa, os participantes foram divididos em quatro grupos de acordo com os desafios a serem resolvidos nas localidades: Desenvolvimento Rural e Turismo Ecológico; Cidades Sustentáveis e Economia Circular; Inclusão Digital, Educação e Infraestrutura; e Saúde Comunitária e Tecnologias para o bem-estar.

Estruturada como uma gincana empreendedora, a Maratona reuniu 437 projetos e, como resultado dessa fase, 1.204 pessoas foram atendidas direta e indiretamente por uma intensa programação voltada para as áreas de empreendedorismo e inovação. Recebemos 105 pitchs de projetos e, deste total, 79 foram aprovados para a etapa de pré-aceleração.

Na pré-aceleração, segundo momento do Projeto, que aconteceu entre os meses de maio a setembro, as pessoas empreendedoras entraram em contato com uma estrutura de capacitação composta por oficinas, transmissões ao vivo, consultorias e mentorias.

A trilha de aprendizado foi pensada para que os participantes pudessem dar os primeiros passos  com os Mínimos Produtos Viáveis (MPVs), avançarem as vendas, evoluir significativamente no amadurecimento dos negócios e em relação às suas competências empreendedoras.

No início de novembro de 2021, foram selecionados 39 negócios para a etapa de aceleração. Até outubro de 2022, as pessoas empreendedoras receberão mentorias e consultorias especializadas, terão acesso a espaços de trabalho instalados nas seis localidades mineiras, entrarão em contato com uma rede de parceiros, além da possibilidade de acesso a um Capital Semente de até R$ 50 mil para dar um gás no desenvolvimento dos negócios. 

A importância da abertura de horizontes

Além de potencializar a lógica dos negócios com propósito, o Projeto Horizonte tem duas principais ambições: possibilitar que holofotes sejam voltados para os territórios selecionados pelo programa, para que as histórias dos empreendedores e suas transformações sejam reconhecidas nacionalmente, alterando a maneira como as regiões são percebidas pelas demais. A segunda é a de ampliar o olhar das comunidades para o mundo, uma vez que a abertura de horizontes é preciosa para que as pessoas empreendedoras se reconheçam como tal, desenvolvam conhecimentos e habilidades para inovar com propósito, e construam caminhos mais autônomos para o futuro. 

Assim, para não somente registrar o nosso impacto nas vidas de empreendedoras e empreendedores que participam dos programas executados pela Semente, resolvemos lançar para o mundo a potência transformadora dos amadurecimentos e das mudanças proporcionadas nas vidas de quem faz parte da rede de empreendedorismo e inovação da Semente.

Este é o primeiro conteúdo da série temática que abordará os universos das pessoas empreendedoras inscritas no Projeto Horizonte e as transformações notadas em vidas e negócios desde o início do programa. 

Convidamos você para a leitura. Se acomode na cadeira, pegue um café como companhia e seja bem-vinda e bem-vindo às histórias de transformação do Projeto Horizonte.

Memória de Agulha: alinhavando memória e saber ancestral a partir do fortalecimento da autonomia feminina 

Vemos as mãos de uma mulher fazendo bordado. Imagem retirada do Instagram do Memória de Agulha, negócio que faz parte do Projeto Horizonte.

Moradora de São Gonçalo do Bação, distrito de Itabirito (MG), Vânia de Carvalho é a criadora do Memória de Agulha, empreendimento que se dedica à preservação das memórias e dos saberes tradicionais da região mineira por meio do tecer. 

Estruturado como um ateliê de artes têxteis, o Memória também atua como uma incubadora de artesãos cujo propósito é integrar pessoas e ofícios, valorizar o ensinar, o aprender, o produzir e o comercializar das artesanias feitas com agulha. Assim, o negócio fortalece as tradições da cultura mineira por meio de produtos inovadores, integrando pessoas e ofícios.

A história do Memória de Agulha teve início em meados de 2008, quando a Secretaria de Educação de Itabirito propôs às professoras municipais um curso de reciclagem voltado para a educação patrimonial. Na mesma época, havia uma loja de artesanato em São Gonçalo do Bação que, de acordo com Vânia, não expressava a identidade local: “as pessoas compravam contas, tecidos impressos… era mais um ‘industrianato’, e nós sabíamos da riqueza do trabalho manual, da cultura que envolve esse fazer manual tão característico dessa comunidade fundada no século 18, tão envolvida com o jeito mineiro de ser”, explica a empreendedora.

Os conhecimentos que a empreendedora entrou em contato durante o curso sobre preservação patrimonial foram essenciais para formular a proposta da loja de artesanato e das estratégias de atração turísticas desenvolvidas na região à época: “A palestra nos mostrava isso o tempo inteiro: a importância da educação e da valorização patrimonial”, endossa.

Foi então que Vânia começou a fazer uma pesquisa voltada para a bainha aberta, um tipo de bordado que já existia em alguns mostruários em sua casa, guardados pela mãe de Vânia, da época em que os filhos eram crianças. Da casa de Vânia, a pesquisa partiu para a casa das vizinhas, depois para Ouro Preto e Cachoeira do Campo. E o estudo revelou as identidades e memórias relacionadas ao bordado: por isso, o nome “Memória de Agulha”, dado ao negócio.

Vânia pontua que o Memória de Agulha vem, justamente, trazer o olhar para dentro do território em busca da cultura local e das memórias que nos constituem, e sua importância se mostra, principalmente, em tempos em que damos mais valor ao que é produzido no exterior ou ao que é o dito “progresso”: “O Memória de Agulha propõe a riqueza do olhar para dentro do seu território, para dentro de si, o valorizar de nossa cultura e identidade. Ao trabalhar com isso, costumo dizer que alinhavamos quem somos, o que queremos, a maneira que queremos estar no mundo, com as questões inerentes à modernidade, ao desenvolvimento cultural”, explica.

O Memória de Agulha no Projeto Horizonte

Com a entrada no Projeto Horizonte, a empreendedora destaca o diferencial das trocas humanas e genuínas que vêm sendo construídas ao longo do programa. Para Vânia, a metodologia é encantadora, capaz de impulsionar as pessoas empreendedoras desde o primeiro contato com a trilha de aprendizados e as referências bibliográficas: “Existe uma equipe de consultores muito vibrante no Projeto Horizonte. Eu acho a metodologia efervescente e intensa.”, afirma.

Vânia de Carvalho, uma das fundadoras do Memória de Agulha (Imagem: Instagram Memória de Agulha).

A empreendedora também destaca com o Caminho Empreendedor, metodologia desenvolvida pela Semente, e as estratégias de validação de hipóteses, conhecimentos capazes de abrir horizontes: “Quando vocês colocam pilha pra gente desenvolver um MVP, testar no mercado e ir até o cliente, isso é uma super aceleração no nosso entendimento. É uma dinâmica muito nova e acelerada, mas recompensadora. Já temos uma curva de crescimento de vendas surpreendente devido a tudo que aprendemos no Projeto Horizonte, e o retorno financeiro é o que faz maior diferença”, explica. 

Vânia também destaca os potenciais de coragem e empoderamento proporcionados pela experiência no Projeto Horizonte, desde a Maratona Empreendedora: “Estamos ficando muito ousadas. Somos mulheres de 60 anos aprendendo novas ferramentas, tendo maior familiaridade com a internet. Agora não precisamos mais nos deslocar de distrito em distrito, fazemos os testes e chegamos até os clientes pelo whatsapp, produzimos conteúdo para o Instagram e YouTube”. 

A empreendedora que o Memórias de Agulha crie oportunidades para mulheres da localidade, que ainda não sabem utilizar as ferramentas que têm em mãos. É devolver a oportunidade que as empreendedoras que compõem o negócio tiveram. 

Green Gás: porque se chamavam jovens, também se chamavam sonhos

A Green Gás foi criada a partir do sonho de seis pesquisadores: por meio do uso de restos de alimentos, os fundadores da Green Gás almejam que bares e restaurantes aumentem a margem de lucro a partir da produção do próprio gás de cozinha.

Para isso, o empreendimento transforma resíduos de alimentos em uma tecnologia limpa a partir da produção de um biocombustível renovável: “A Green Gás nasce vem de uma vontade muito grande de transportar a nossa atuação de dentro da academia para a vida das pessoas, transformando pequenos nichos sociais”, afirma Aline Paranhos, uma das fundadoras do negócio.

A grande maioria da equipe trabalha com bioenergia, gestão ambiental e estratégias de diminuição de impactos ambientais. E a inserção dos empreendedores nessas áreas de conhecimento levantou o questionamento: como os pesquisadores poderiam levar os aprendizados e amadurecimentos da trajetória acadêmica para o mercado? É então que surge a ideia da Green Gás de transformar as sobras de comida de restaurantes, que originalmente seriam descartados no lixo, em energia na forma de biogás, um gás com grande potencial para ser utilizado como substituto do gás de cozinha. 

Para Isabela Souza, engenheira ambiental e, também, uma das idealizadoras do negócio, a crença na Green Gás é o casamento perfeito entre o que a profissional já vinha pesquisando e atuando no mercado de trabalho: “Mais que isso, sempre estou envolvida com causas sociais e ambientais. e esse projeto casa bem com um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente quando pensamos na urgência das questões climáticas e nas estratégias de produção de energias limpas. É um projeto que casou muito certo com o que acredito e com o que quero trabalhar”, explica Isabela. 

Yasmin Arantes complementa que a Green Gás que um dos maiores objetivos é o amadurecimento profissional de forma aplicada: “sempre tive vontade de ter um negócio que tenha impacto socioambiental, e esse sonho está diretamente relacionado com o legado que eu quero deixar no mundo. Quero que as pessoas se lembrem de mim por algum impacto positivo que eu tenha deixado no meio ambiente e na sociedade”. 

A Green Gás surgiu dessa vontade em comum de todos os sócios. Movidos por sonhos e por anseios de transformações urgentes no meio ambiente e na sociedade, o negócio foi estruturado, justamente, para ser a alavanca que permitisse o impulsionamento de ações de transformação na região de Itabirito, cidade em que mora a maioria dos fundadores do empreendimento. 

A Green Gás no Projeto Horizonte

“Existia um sonho, mas a gente não sabia muito bem como colocar em prática, como desenvolver. Mas um dia eu recebi um link do edital do Projeto Horizonte que estava com inscrições abertas. Mandei para os meus amigos que, assim como eu, também são sonhadores e desejavam deixar sua marca e falei: vamos? Todos toparam em seguirmos juntos no desenvolvimento da Green Gás.”, explica Yasmin. 

Hoje, para as empreendedoras, a Green Gás é a materialização de anos de pesquisa das pessoas empreendedoras que dão vida ao negócio. E quando decidiram entrar no Projeto Horizonte, os fundadores entenderam que o edital que estava em aberto poderia ser a oportunidade certeira para, com orientação, suporte e acesso a conhecimentos, colocar o negócio em ação: “O objetivo principal era criar um biodigestor personalizado, aprofundar os nossos conhecimentos, aproveitar a oportunidade que estava sendo dada pelos consultores da Semente e vamos colocar o negócio na rua”, comenta Isabela Souza. 

As empreendedoras destacam os aprendizados e a evolução da Green Gás desde a entrada no programa: o negócio, que no início de 2021, estava no estágio de ideação, foi sendo melhor desenhado, compreendido o público-alvo, as possibilidades de receita, as formas de atuação e, principalmente, os próximos passos para impulsionamento da atuação ao longo dos anos: “Obviamente, ainda temos muitos desafios e medos que acompanham os nossos sonhos. Mas acreditamos muito no nosso negócio porque estamos com um propósito bem alinhado, boas bases de conhecimentos, estamos passando por uma excelente preparação. É como se fossemos colocando tijolinho por tijolinho no fortalecimento da Green Gás.”, explica Yasmin. 

Aline Paranhos atribui o desenvolvimento da Green Gás em função da capacitação e do suporte dados ao longo do programa de desenvolvimento territorial: “A virada de chave no nosso entendimento de que a Green Gás não era mais um projeto de pesquisa e, sim, uma proposta de valor, veio no Projeto Horizonte. Entendemos muito claramente que a Green Gás poderia ser melhor desenvolvida e chegar no mercado de forma viável”, afirma.

A Casa do Equilíbrio: práticas integrativas e potencial empreendedor no interior de Minas

A Casa do Equilíbrio cruzou o destino de Bárbara Melo quando a empreendedora que, antes, atuava somente como servidora pública na prefeitura de Itabirito, participava de imersões em busca de autoconhecimento. Bárbara foi em busca de cursos voltados para a conexão espiritual e maior conhecimento de si, como reiki, thetahealing e auriculoterapia.

Em um desses cursos, por curiosidade, a empreendedora foi dar uma olhada nos perfis dos participantes e percebeu que no livro de registros que havia vários moradores de Itabirito: “Para a minha surpresa, havia vários moradores de Itabirito, que não se conheciam, e fiquei me questionando: ‘não vejo essas pessoas atendendo, nem se movimentando em Itabirito’. Fui percebendo que todo mundo precisava estar junto, buscando atendimento, autoconhecimento, práticas integrativas. Foi quando surgiu a ideia de criar um espaço para aproximar pessoas e profissionais que estão em busca de uma vida mais natural e equilibrada”, explica Bárbara. 

A Casa do Equilíbrio foi criada, inicialmente, para reunir profissionais que não tinham infraestrutura para oferecer os tratamentos e que, comumente, faziam atendimentos em suas próprias casas.

Vemos, em uma área verde com um pequeno campo aberto, a prática de yoga na Casa do Equilíbrio, mais um negócio participante do Projeto Horizonte (Imagem: Reprodução Instagram A Casa do Equilíbrio).

Com o tempo, o negócio foi se expandindo, recebendo uma maior oferta de profissionais que atendem diferentes áreas do cuidado com o corpo e a mente: “Recebo mulheres que não estavam satisfeitas em um trabalho formal no mercado de trabalho e que se permitiram trabalhar com o que realmente gostam e acreditam. Também recebo mulheres que, antes, dependiam integralmente da renda do marido e, hoje, com o espaço da Casa do Equilíbrio, realizam seus atendimentos e têm o seu próprio dinheiro”, endossa. 

Criada durante a pandemia do novo coronavírus, o início da Casa do Equilíbrio foi envolto de medos e desafios. A empreendedora pensava que, em uma realidade em que o distanciamento social precisava ser imposto como medida de contenção do novo coronavírus, seria impossível desenvolver um negócio em que a reunião e a aproximação de clientes e profissionais eram necessários para o desenvolvimento dos tratamentos. Entretanto, o momento de fundação do negócio foi certeiro: “Aconteceu em uma hora que estávamos todos precisando parar para olhar para dentro de nós mesmos, para se escutar, precisam ser escutadas. Começamos a receber muita gente com crise de ansiedade, com angústia extrema… e quando vejo que nossos clientes saem transformados, fico extremamente realizada com o que podemos oferecer”. 

Para Bárbara, A Casa do Equilíbrio existe para interligar e equilibrar todos os nossos corpos (espiritual, físico, psíquico…) e, assim, seja possível encontrar um maior equilíbrio em nossas vidas. Para além de um negócio que gera renda no final do mês, A Casa se posiciona como um ambiente de descobertas, seja para os clientes ou para os profissionais que atuam no local: “Tenho um profissional que entrou na Casa atendendo uma vez por semana. Hoje, atende de segunda a sexta-feira, se vê mais próspero, mais preparado, capaz de transformar vidas, incluindo a sua própria”, endossa. 

A Casa do Equilíbrio no Projeto Horizonte

Bárbara acredita que o próprio processo de autoconhecimento contribuiu para a compreensão de que era o momento de empreender com mais seriedade, de forma madura, em um negócio que estivesse alinhado com o que a empreendedora acredita e busca para a vida: “A Casa tendo a importância que ela é, se fosse antes, sem estar no Projeto Horizonte, talvez eu não tivesse enxergado a grandiosidade, a seriedade e a importância de estar preparada para ser dona do meu próprio negócio”, comenta. 

Para a empreendedora, o timing pessoal de empreender coincidiu muito bem com o momento que a sociedade está vivendo: diante da pandemia do novo coronavírus, das necessidades de isolamento, das perdas de sociabilidades e ritmos de vida que todos nós costumávamos vivenciar, as saúdes física, mental e espiritual foram profundamente afetadas. 

A Casa do Equilíbrio entra, então, como uma ponte para o cuidado ao oferecer práticas integrativas para pacientes que sempre estiveram em busca de cuidados mais amplos com a saúde, principalmente em um momento de crise sanitária: “Infelizmente, agora na pandemia, já atendemos muitas pessoas com pensamentos suicidas. Mas com atendimentos diversos, sérios, que visam o cuidado e a responsabilidade com o bem-estar, nós conseguimos ajudar. Chegar no final do processo e ver todo mundo transformado, inclusive os terapeutas se descobrindo maiores do que realmente são, faz o meu coração vibrar. Ver as pessoas sendo transformadas pelos profissionais, é o que me recompensa”, explica. 

E as possibilidades de transformação foram permitidas e potencializadas com a participação no programa de transformação de empreendimentos em negócios com propósito. Os meses de capacitação, o contato com consultores, o fortalecimento do networking e a trilha de aprendizados são algumas das ferramentas que possibilitam o desenvolvimento dos negócios: “O Projeto Horizonte me virou de ponta cabeça. Me fez olhar para o meu negócio de forma diferente, de um jeito mais inteligente. É um aprendizado atrás do outro, é abertura de visão o tempo inteiro. Comecei a olhar para tudo de forma inteligente, reflexiva, questionadora.”, endossa Bárbara. 

Quando entrou no Projeto Horizonte, Bárbara, que nunca havia experienciado uma capacitação voltada para o empreendedorismo, não sabia o que ia encontrar. Aprendizado e intensidade eram certos, mas de que forma e o que seria aprendido era, de fato, uma incógnita para a fundadora da Casa do Equilíbrio. Bárbara, que apesar de ter desde a infância, em sua essência, uma atitude empreendedora, ainda não havia participado de uma capacitação voltada para o empreendedorismo e inovação.

Durante a Maratona Empreendedora, primeira etapa do programa que reuniu mais de 400 pessoas empreendedoras durante uma semana de atividades intensas, Bárbara afirma que foi o momento que entrou em contato com os primeiros conhecimentos da área: “Foi na Maratona que aprendi a olhar corretamente para o meu cliente. Eu olhava muito para o cliente final mas, na verdade, o meu cliente é o terapeuta, é o profissional que vai trabalhar na Casa do Equilíbrio. Então, foi uma virada de chave muito grande para mim que mostrou que meu foco de energia estava muito errado. A Maratona foi muito intensa, aprendi a pensar muito, fazer o pitch foi extremamente desafiador… tudo é aprendizado”, finaliza.

Luísa Campos

Luísa Campos

Analista de marketing na Semente. Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Tem experiência em jornalismo online, SEO, copywriting, estratégia e produção de conteúdo, com passagem por assessorias de imprensa e portal de notícias. Hoje, atua no universo do marketing, construindo estratégias de conteúdos sobre empreendedorismo, tecnologia e inovação. Na pós-graduação, pesquisa as imbriçações entre comunicação, memória, afetos e sociabilidades de comunidades mineiras.

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