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A história do movimento que inspirou a metodologia Caminho Empreendedor

Sumário

Conheça como nasceram e se desenvolveram as principais referências que sustentam a metodologia Caminho Empreendedor, proprietária da Semente aplicada a negócios inovadores e que já fez parte do desenvolvimento de mais de 2 mil iniciativas.

Em meados da última década do século XX, depois de 20 anos trabalhando com startups e negócios emergentes, o empreendedor em série, acadêmico e professor Steve Blank apresenta ao mundo dos negócios uma alternativa ao modelo de desenvolvimento de produtos predominante na época.

O Product Development, ou Desenvolvimento de Produto, se baseia na descrição detalhada de um plano de negócios, checkpoints, marcos, estimativas, priorizações e desenvolvimento de funcionalidades para entregar um produto ao mercado, e Blank acreditava que essa era a principal razão para 9 em cada 10 startups falharem.


Se conhecia, então, a metodologia de Customer Development, ou Desenvolvimento de Clientes, o primeiro passo do movimento que levaria à maior revolução na administração de negócios em mais de meio século, comparada apenas às inovações promovidas pela indústria automotiva no Fordismo dos anos 1910 e Toyotismo da década de 70.

Pregando a constante iteração e interação com os potenciais consumidores, e que todas as ideias que a equipe empreendedora tem sobre o negócio como hipóteses que demandam validação sobre uma sólida base de evidências extraídas do mercado, o modelo se mostrou extremamente eficaz ao ser aplicado em ambientes com altíssimo nível de incerteza, como é o que negócios inovadores enfrentam na busca pelo ganho de escala.
ilustrativo da dinâmica do customer development

Enquanto isso, vindos do outro lado do oceano, um suiço e um inglês, simultaneamente e individualmente, também se debruçaram sobre o mesmo problema. Alex Osterwalder – o suiço – publicava Business Model Generation, um manual didático, visual e eficiente de como entender e representar empresas, com nove blocos essenciais na estruturação de modelos de negócios que descrevia a lógica de criação, entrega e captura de valor por trás da organização. 
ilustrativo de como funciona o design thinking. imagem complementar ao conteúdo sobre o caminho empreendedor

Já Tim Brown – o inglês –, CEO de uma das maiores firmas de design do mundo, estruturou e encapsulou a metodologia de design mais promissoras até então, o Design Thinking, e possibilitou que empreendedoras e empreendedores aplicassem aquelas premissas também ao desenvolvimento de suas startups.

Mas foi apenas em 2009, quase 20 anos depois do primeiro passo dado por Blank que, em uma das cadeiras das suas aulas em Barkley’s University, que Eric Ries, descrito por Blank como o seu mais brilhante aluno, cunhava um nome para toda essa revolução que estava prestes a estourar: Lean Startup, ou Startup Enxuta, homônimo do seu livro responsável por disseminar as bases do movimento.

Incorporando conceitos há muito estabelecidos pelo método científico, e bastante inspirado no movimento japonês de lean production e nas práticas mais modernas de desenvolvimento de software, Ries acelera a i(n)teração do processo de Customer Development a partir de ciclos rápidos de construção de mínimos produtos viáveis, mensuração de testes de mercado e aprendizado a partir dos dados coletados atrelando a prosperidade de um negócio com a rapidez com a qual quem empreende aprende com os clientes e tornando a falha um passo necessário para o sucesso.

ilustrativo do lean startup

A consolidação definitiva desses diferentes princípios, conceitos e ferramentas se dá, a nível internacional, com a adaptação proposta por Ash Muraya do Business Model Canvas de Osterwalder no Lean Canvas, ou Canvas Enxuto, mais propício para o desenvolvimento de startups. 

modelo de canvas enxuto, ou lean canvas. ilustrativo do conteúdo sobre o caminho empreendedor

Aqui no Brasil também se percebe a necessidade de adaptação, combinação e organização do movimento Lean Startup aos ecossistemas nacionais de inovação e, então, de 2011 a 2016, a Semente aplica, adapta, combina e organiza o que existe de mais avançado no desenvolvimento de negócios inovadores numa metodologia própria.

A metodologia Caminho Empreendedor mostra o passo a passo da vida do empreendedor ao desenvolver um negócio inovador, encontrar um mercado sólido e conseguir escalar, e já impactou mais de 15 mil empreendedores e empreendedoras em todas as regiões do país.

A validação de modelo comercial em negócios inovadores utilizando o poderoso framework HDD

Conheça como startups e negócios de impacto utilizam Hypothesis Driven Design, ou o Desenho Guiado por Hipóteses para administrar riscos e incertezas e encontrar um modelo comercial que promova o ganho de tração e resultados verdadeiramente exponenciais.

Neste vídeo, José Ignácio, Líder de Inovação aqui na Semente, apresenta o movimento Startup Enxuta e a aplicabilidade dele em um dos estágios mais cruciais do Caminho Empreendedor: a estruturação comercial do Vender. 

Você pode consultar os slides da apresentação neste link

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Isso pode ser determinante para o aprendizado dessa empreendedora e significar a diferença entre o sucesso e o fracasso da sua iniciativa.

José Ignácio Ribeiro Martins de Souza

José Ignácio Ribeiro Martins de Souza

Atua na aceleração de startups, tendo apoiado mais de 60 empreendedores. Na Semente também suporta a automação de processos participando do desenvolvimento de metodologias. Engenheiro Civil na EE/UFRGS. Especialista em negócios inovadores e startups. Foi bolsista do Programa de Empreendedorismo da UFRGS, atuando em diversos programas de educação empreendedora para nível de graduação e pós-graduação. Co-fundador e diretor de Projetos da EJECiv.

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